Quem sou eu

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Eu sou formada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa.Sou pós-graduada em Letras (Literatura e Língua Portuguesa, com conhecimentos em Linguística e Artes)e em Gestão Escolar. Fui selecionada, recentemente, para cursar mais dois cursos de pós-graduação, os quais terão início até o mês de agosto.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Declaração

A poesia me faz refletir sobre o mundo que me cerca e me permite enxergar as dores, a solidão, a ingratidão, as injustiças sociais, bem como a felicidade, a fé, a gratidão.
Declaro à poesia (ao texto em si, independente de sua forma) que ela me faz exprimir exatamente o que sinto, mesmo que a dor ou a felicidade esteja em seu sentido mais agudo em meu ser...

Sou o que sou?

Alma ao relento,
Alma ao sol,
Ao luar,
A Deus...
Sou alma entregue a Deus,
Entregue às bênçãos
Do
Ser celestial.
Busco, em Ti,
As respostas,
Os caminhos
E, por vezes,
Até as perguntas...
Só em Ti há
O encontro...
O encontro das respostas,
A luz para a escuridão
A companhia para a solidão.
Só em Ti
Há o caminho...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Interpretação sobre célebre frase de Leonardo da Vinci

O genial Leonardo da Vinci escreveu que "aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende". Esta frase , sob o meu ingênuo ponto de de vista, revela a importância de se ter um desejo indescritível pelo aprender, simplesmente como forma de enriquecimento dos próprios pensamentos e das interpretações que nos permitem ver o mundo ao nosso redor.

domingo, 22 de maio de 2011

Citação de Carlos Drummond de Andrade

"Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira".
Autor: Carlos Drummond de Andrade


Diante desta citação especial do escritor Carlos Drummond de Andrade tenho a certeza de que para ser escritor não basta tão somente o conhecimento das letras e da estrutura  dos textos, deve haver, também, sentimento, sensibilidade perante os acontecimentos que envolvem todos os seres viventes ao nosso redor.

123 anos de Abolição Escravocrata

No dia 13 de maio de 1888, a Lei Áurea foi assinada pela Princesa Izabel, visando acabar com a escravidão no Brasil.
Todavia, cento e vinte e três anos depois da Abolição da Escravatura, o Brasil está dentre aqueles que ainda apresentam características da escravidão, ou seja, o nosso país ainda tem traços ilegais de condições de trabalho e de formas de tratamentos para os negros.
A mídia não falou desta data (a qual deveria ser comemorada). Será que o motivo é o assombroso preconceito?Ou será que a sociedade pretende esquecer um trecho horrível de sua história?Seja qual for o motivo pelo silêncio nesta data, deve-se lembrar que a sociedade continua se demonstrando preconceituosa quanto aos negros.
Um fato recente divulgado pelo jornal A Gazeta foi em relação a um rapaz negro que perdeu uma oportunidade de emprego no Canadá porque foi confundido com um bandido.Ele chegou a ser preso.
Muitas comunidades quilombolas realizaram uma vasta programação em comemoração a esta data. Os exemplos desta comemoração são as Comunidades Quilombolas de Pedra Branca (município de Vargem Alta) e a de Monte Alegre (município de Cachoeiro de Itapemirim).
Muito ainda tem que ser feito para que os negros não sofram com o preconceito ainda existente na sociedade, para que tenham igualdade perante a sociedade (trabalhos, rendimentos mensais).
Muito ainda tem que ser feito para que a educação da população se volte para este assunto e perceba que o preconceito é crime e, além de ser um crime, ele magoa e humilha suas vítimas.

Autora: Néia Gava Rocha
E-mail: neiavgava@hotmail.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A importância do hábito da leitura

Todo bom leitor sabe que o hábito da leitura promove saberes e conhecimentos diversificados e enriquecidos, facilitando a linguagem oral e escrita, além de muitas outras habilidades, tais como falar em público, ser aprovado em vestibulares, concursos públicos entre várias outras situações que requerem conhecimentos adquiridos com leitura dinâmica e intertextual.
    Assim, vale mencionar que não se faz leitura apenas de textos escritos, pois a leitura pode ser feita de um filme, de uma obra de arte, uma música, uma caricatura, fotografia, entre outros. Isso porque a leitura denota uma interpretação, uma análise do objeto em foco, o que permite o desenvolvimento da leitura dinâmica.
    A leitura é um hábito cujo retorno é inegável. E para adquirir ou desenvolver este hábito nada melhor do que começar a ler exatamente aquilo que atende ao gosto do leitor (contos, crônicas, reportagens, poesias, artigos, e-mails, bulas, classificados de jornais, receitas...).
    Todavia, a leitura de variados textos enriquece a perspicácia da interpretação, a leitura das entrelinhas, o conhecimento da intertextualidade, a análise de contextos diversos. Assim, o bom leitor é considerado um sujeito ativo no meio sócio-cultural onde está inserido, pois ele saberá interferir e inferir em situações que lhe exigem conhecimentos variados.
    Enfim, a leitura prazerosa provoca o estímulo pela leitura contínua. Não é por obrigação que se forma um bom leitor ou um leitor que pratica tal ação intelectual por iniciativa própria. O bom leitor nasce a partir de leituras que lhe deem prazer.


Autora: Néia Gava Rocha
E-mail: neiavgava@hotmail.com
Este artigo foi publicado no Jornal Da Hora ES e também em seu site: http://www.dahoraes.com/.

José Saramago: polêmico e genial

Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro”. Esta célebre frase foi dita por um dos gênios da literatura: José Saramago. Tão genial quanto o autor, a frase não foi entendida como deveria por alguns segmentos sociais.
    Para as admiradores e profissionais da literatura esta frase vai além das interpretações errôneas e supérfluas feitas acerca das obras deste autor, afinal, quem não pretende convencer também não pretende publicar obras de cunho difamatório ou de convencimento.Correto??
    Saramago faleceu recentemente (18 de junho de 2010), aos 87 anos, deixando um rico acervo literário e um legado de polêmicas daqueles que não interpretam a literatura como uma livre expressão subjetiva diante do mundo democrático.
    É claro que para estas pessoas Saramago não passou de um antirreligioso. No entanto, a literatura permite a sábia interpretação deste pré-julgamento como sendo decorrente de classes cujo poder intelectual sofre influência, o que pode acarretar um “convencimento” por parte das obras deste autor, o que tornaria as pessoas desprovidas deste poder intelectual submissas às influências.
    Porém, se suas obras são vistas como heréticas, a literatura e a língua portuguesa as veem como frutos de um dos maiores gênios da literatura, o qual recebeu vários prêmios. Dentre eles, vale citar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Este prêmio lhe inspirou a dizer a mais rica frase: “a pessoa mais sábia que eu conheci não sabia nem ler e nem escrever: o meu avô”. Por que será que ninguém critica esta frase como tentativa de convencimento?
    Diante dos parâmetros literários, ao se analisar uma obra é necessário conhecer todo o contexto histórico de seu autor (vida pessoal, social, cultural, político, econômico). Afinal, um livro é um refúgio fictício de seu autor. Assim, ler um livro sem conhecer a realidade do seu escritor é se permitir interpretá-lo erroneamente, é perder tempo diante de um rico formador de opiniões.
    Por fim, nenhuma obra literária pode mudar a opinião, a crença e o comportamento de uma pessoa se esta for intelectualmente privilegiada por pensamentos democráticos, inteligentes e lógicos.


Autora: Néia Gava Rocha
E-mail: neiavgava@hotmail.com
Este artigo foi publicado no Jornal Da Hora ES e também em seu site: http://www.dahoraes.com/.